Orkut, ie, e livros
Coisas a esclarecer:
- Sobre roubos de Comunidades, vide Pensar Enlouquece.
- O Firefox é um navegador, não um vírus, e aliás, muito bom. É óbvio que não é 100% seguro, mas só lembrando que 80% dos usuários utilizam o Internet Explorer, então a chance de ataques ao Firefox é muito pequena.
.Para baixar clique aqui
.Comunidade Firefox é do Bem
- Roubar senhas é muito mais fácil do que vocês podem imaginar.
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Como eu ODEIO pessoas riquinhas (novo rico, mega rico, sei lá o que) e fúteis, a burrice e a elite me irritam profundamente!
A Elite fede, e ninguém vai me fazer mudar meu pensamento.
To cansade de livros sobre trintonas encalhadas, reclamando dos homens, da chefe, dos quilos a mais, tomando vinho, fumando pacas, cansei desse tipo de narrativa. Eu quero ler livros lúcidos e cruéis. Na lista? "Hell" e "Bubble Gum" de Lolita Pille, e "Doze" de Nick McDonell.
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Vou mudar meu blog pessoal: de cara e de endereço, alguém pensa em dar uma opinião, um palpite, uma sugestão?!
E bom janeiro pra vocês! =)
Rio de Janeiro (metáfora)
O Rio de Janeiro me enoja, me oprime e me causa desprezo. Todas as belezas ofuscando as sujeiras, toda a ignorância e o desprezo, toda uma classe que despreza o próximo e se acha a superioridade máxima, como se todo o seu universo fosse o melhor e que o resto é resto.
Um Rio de Janeiro que exalta as belezas naturais e fecha os olhos para a verdade, toda a hipocrisia e esse sentimento que só o Rio de Janeiro tem... odeio toda essa palhaçada de “cidade maravilhosa” enquanto as praias estão cada vez mais sujas, o centro está cada vez mais abandonando, o Zona Norte e toda a periferia, cada vez mais à margem, na pobreza, na violência e na ignorância.
O Rio de Janeiro é reduto das diferenças e da indiferença, reduto das pessoas que ostentam aquilo o que elas não podem pagar, para ganhar uma imagem que as não lhe pertence, para se sentir superior à aqueles que não são superiores.
Oprimida porque sou fruto deste mesmo Rio de Janeiro, da hipocrisia, do lugar onde as pessoas trabalham para ganhar muito pouco para ter uma qualidade de vida, que não é vida. Sou carioca e fruto da hipocrisia, da família que fecha os olhos para os problemas e para a realidade, onde o belo é belo e onde o feio nunca existiu, só está por debaixo do tapete.
Rio de Janeiro é aquela pessoa que finge que lê o jornal pra fingir que é inteligente e culto, mas o Rio de Janeiro não sabe ler. O Rio de Janeiro é aquele cara que anda com roupas da moda para se mostrar bem financeiramente, enquanto seu nome é o primeiro da lista do SPC. Rio de Janeiro é aquele ser que tira onda de conhecer o mundo, quando mal conhece o Brasil, e a própria casa. O Rio de Janeiro é um pobre coitado, podre de sentimentos, vivendo a sua vida infeliz.
Rio de Janeiro é um lixo que ninguém quer ver, escondendo as suas maiores vergonhas, suja, pobre, fedorenta, onde o mar é uma extensão da privada, com mais fezes e urinas do que sal. O Rio de Janeiro não peida porque isso é repugnante, o Rio de Janeiro é repugnante à si mesmo.
O Rio de Janeiro se esconde por trás de um falso mundo luxuoso, que nunca foi e nunca será, mergulhado na hipocrisia de que tudo tem que ser o melhor, que a Zona Sul é perfeita, e a Barra é minha mini Nova Iorque; Rio de Janeiro sonha em ser Nova Iorque, mas esconde os seus guetos assim como a grande maçã; tudo é tão lindo, mas ninguém vê a criança tentando ganhar uma migalha de pão para que sua barriga pare de doer, ninguém vê o velho cheio de caraca, com bicheira, precisando que o alguém ensine que ir ao médico e tomar uma banho pode ajudar; Rio de Janeiro não entende o pobre e o excluído, e o ignora cada vez mais, ignora as diferenças e se o dinheiro compra tudo, para que se preocupar?!
Rio de Janeiro é aquela escola que fica na Praça da Cruz Vermelha, mais abandonada do que nunca, mas suja do que nunca, mas a escola se orgulha de ter um ensino em uma certa língua européia, a escola ensina o padrão europeu de se viver, e aliena mais ainda alienados metidos a europeus, quando a realidade padece, e implora por ajuda ali ao lado. Esse é o Rio de Janeiro.
Rio de Janeiro é o ser mais idiota que já existiu, que tira onde de malandro, enquanto paga quantos muitos reais forem necessários ao moleque do morro, depois diz que odeia “preto” e diz que a situação tem que melhorar, porque sair de casa e ver levarem seu tênis é um absurdo, mas o Rio de Janeiro criou esse padrão de que ter o tênis é ter moral e respeito, e quem não tem se vira, numa cadeia alimentar buscando o respeito e superioridade. Esse mesmo Rio de Janeiro acha lindo passar a noite inteira cheirando, fumando e tratando as mulheres como vagabundas, enquanto ele não passa de um merda que nunca beijou ninguém, que nunca comeu ninguém.
Rio de Janeiro é aquela menina que para os pais é a maior santa, uma boa aluna, boa neta, boa amiga, boa filha, mas logo após pôr o pé fora de casa, ela corta a saia e vai fazer ponto na praia de Copacabana para poder pagar a Pontifícia Universidade Católica – já que Rio de Janeiro contou aos pais que ela é bolsista - e nas horas de lazer, a menina Rio de Janeiro vai se divertir na boate da na moda e transar com todos os caras que quiserem pagar por ela.
Rio de Janeiro é aquele cara que passa o dia inteiro na academia trabalhando os seus grandes músculos para compensar a falta de um cérebro, e depois sai à noite para arranjar confusão, e quando chega à noite coloca o seu baby-doll e vai dormir ao lado do seu macho.
Rio de Janeiro são todos os seres que disseram “ai que linda a capivara”, mas que no fundo morrem de medo, e dizem em alto e bom som para a sua roda nas reuniões da alta sociedade que odeia animais e que cuidar de jóias é mais interessante.
Rio de Janeiro abraça a Lagoa, mas resmunga quando o síndico cobra um taxa extra para fazer melhoras no sistema de esgoto, e nem pensar em separar o lixo para reciclagem.
Rio de Janeiro é moda, vive dela, das aparências falsas, das poses inúteis – eu finjo que eu sou um máximo e você finge que me acha um máximo - , das imagens deturpadas. O Rio de Janeiro é cego, surdo, mudo e acha isso muito chique. E todos vivem felizes para sempre nesse mundo repugnante e nojento que o próprio Rio de Janeiro criou.
Momentos
HOJE EU QUERO MORRER...
metáfora.
constante.
insatisfação.
solidão.
tristeza.
incomodada.
sentimento de culpa.
not guilty.
eu só quero morrer mais uma vez...
Pílulas e pulo
Agora é tarde e a janela está fechada. Se pensasse em suicídio se achava fraca. Então quando pensava, tentava desfazer o pensamento, apagar, esquecer. Sempre perdia as lentes de contato no ralo do banheiro. Sempre perdia amigos pelo ralo da vida. Podia ser tudo que coubesse numa cestinha de compras. De absorvente a antidepressivo. Macarrão instantâneo e fanta uva.
Andava de bicicleta como quem soubesse. Na verdade todo mundo sabe, tem gente que não sabe é parar. Aliás ninguém sabe parar. Não só em bicicletas. Tinha medo daquela árvore de jamelão na casa da vizinha, mesmo porque ela nunca tinha visto a vizinha e existiu quem dissesse que não havia vizinha, e a casa era só casa e árvore de jamelão.
Perdidas as lentes perdia-se o rumo. Pode ser nuvem ou algodão doce. Mas só o algodão doce cabe na cestinha. Corra! Pode ser de vidro. Pode ser de plástico como o novo pote de maionese. Viagens e beterraba.
Se pensando se achava fraca, desistiu de pensar. Naquela terça vinte e três abriu a janela. Não havia sol. Subiu e pulou.
Surpresa. Nada de suicídio. Ela sabia voar.
***
Meu primeiro post no cestinha! Patty, desculpas pela demora. Pessoas, espero que gostem do novo blog, agora a quatro mãos. É um prazer e uma honra dividir um dos meus maiores prazeres com uma das pessoas que eu mais gosto nessa vida. Pateta, tudo de bom pra nós duas.
Beijos a todos.
Fim de caso
- Se assim vai ser melhor pra você, o que eu posso fazer?
... (silêncio) ...
- Tudo bem. Eu vou ficar super bem.
... (silêncio) ...
- Também foi legal. Cara, seja feliz.
... (silêncio) ...
- Valeu, então tá ... tchau!
Se ele pensa que eu vou sofer, vou sentir falta... nananinanão. Ele que pense que eu vou sair por baixo. Vou me entregar a todos os corpos que eu quiser. Lance de amor espiritual é sonho, e eu não vivo de sonhos, eu vivo do concreto, do real, do material. Vou me entregar sem me envolver, não querosaber nome, idade, nem nada. Eu quero apenas a sensação física. O amor morreu quando Deus criou os corpos, e conseqüentemente, os prazeres.
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Pessoas, fiz umas mudanças nesse blog, mais verde, mais verão que está chegando, e mais cor de sapo em homenagem à
Mariana, que vai começar a escrever nesse blog também! Mari, seja bem vinda! ;))
Sem ideologias
Domingo é o dia das eleições municipais, e na última semana eu mudei meu voto pra prefeito, porém eu estou totalmente indecisa em quem votar pra vereador. Eu poderia votar na leganda, mas eu não tenho ideologias políticas representadas por partidos.
Eu acho que todos os partidos políticos brasileiros são iguais. É só olhar a dança dos partidos. Garotinho, por exemplo, já foi do PDT, PSB e agora está no PMDB. Isto é o que eu lembro. O Conde já foi do partido do César Maia, e eles eram parceiros políticos.
Brasileiros têm a tendência de serem esquerdistas, igualdade social, e uma utopia baseada nisso. Entretanto, comunismo e socialismo caíram com a União Soviética. Somos um país capitalista, mas seguimos "a onda" de "Eu odeio os Estados Unidos.".
Mas, voltando aos partidos políticos, eu achava que a melhor opção era um partido moderado, gostava do PMDB e odiava o PSDB. Só que agora a Rosinha é do PMDB , e eu não gosto da era Rosinha-Garotinho.
Encontrei na Revista Época dessa semana, uma entrevista que traduzia o meu maior sentimento por eleições municipais: eu quero uma cidade bonita, limpa, segura. E é por isso que o meu primeiro voto vai para o PSDB. Eu estou votando na direita, eu quero uma cidade melhor.
É essa minha ideologia, sem partido e escolhendo o que eu considero o melhor e mais eficiente.
A última carta de amor
"Meu amor,
Você sabe o quanto eu te amo e o quanto você é importante para mim. Eu não sabia o que era felicidade antes de te conhecer, pois nunca ninguém me fez tão feliz como você.
Mas se um dia eu te perder, a vida acabaria para mim, os dias não seriam mais bonitos, e as noites seriam sempre frias. Vida não tem sentido sem você. Vida não é vida.
Infelizmente, eu sinto te perdendo a cada dia, você anda quieto e não conversa mais comigo. Eu SEI que você vai me deixar.
Me disseram pr'eu levar comigo só o que foi bom. Pois bem, parei por aqui. Quero levar comigo as lembranças dessa tarde maravilhosa que tivemos.
Nunca duvide do meu amor, eu SEMPRE te amei, e é por te amar demais que eu deixo esta carta, só para dizer Adeus."
Ela colocou a carta em cima da mesa e pegou uma caixa qualquer que também estava por lá e a pôs sobre a carta, para que esta não voasse.
Olhou aquele homem ali dormindo, e que ela amava tanto, e deixou uma lágrima cair. Virou-se, e foi para a janela, de onde ela se jogou, do oitavo andar.
E dentro da caixa, que segurava a carta, havia as alianças que o seu amado usaria para pedi-la em casamento, assim que ele acordasse...